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Malafaia acusa Moraes de perseguição após avanço de ação no STF: “Vai ter que me prender para me calar”

Pastor reage ao início da fase de instrução do processo em que responde por injúria contra integrantes do Alto Comando do Exército e afirma que não pretende recuar nas críticas

O pastor Silas Malafaia voltou a fazer duras críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (19), após o avanço da ação penal em que responde por injúria contra integrantes do Alto Comando do Exército.

Em declaração à coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, Malafaia afirmou considerar o processo uma tentativa de intimidação e disse ser vítima de perseguição política e religiosa.

“Ele vai ter que me prender para me calar.”

O pastor também questionou a tramitação do processo no Supremo e sustenta que suas declarações foram genéricas, sem a identificação nominal dos militares.

Entenda o caso

O processo teve origem em declarações feitas por Malafaia durante uma manifestação realizada na Avenida Paulista, em abril de 2025.

Na ocasião, ao criticar a atuação de generais de quatro estrelas do Alto Comando do Exército, o pastor utilizou expressões como “frouxos”, “covardes” e “omissos”.

O caso chegou à Justiça após representação do comandante do Exército, general Tomás Paiva. Posteriormente, a Procuradoria-Geral da República apresentou denúncia contra o líder religioso.

Em abril deste ano, a Primeira Turma do STF decidiu receber parcialmente a denúncia e tornou Malafaia réu pelo crime de injúria. A acusação de calúnia também apresentada pela PGR não prosperou.

Agora, o processo entrou na fase de instrução, etapa em que são produzidas provas e colhidos depoimentos antes do julgamento do mérito.

Pastor fala em perseguição

Malafaia afirma que as manifestações fazem parte de seu direito de crítica e de liberdade de expressão. Ele também contesta a competência do Supremo para analisar o caso e acusa Moraes de tentar intimidá-lo.

A abertura da ação penal, porém, não representa uma condenação. O processo ainda seguirá seus trâmites e caberá ao STF decidir, posteriormente, se houve crime e eventual responsabilização do pastor.

O episódio amplia mais uma vez o debate sobre os limites entre liberdade de expressão, críticas dirigidas a autoridades públicas e crimes contra a honra.

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