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POLÍTICA

Ex-Bope explica vídeo em que queima imagem de Lula: “Ato de repúdio”

Subtenente Honório afirma que episódio ocorreu durante evento de airsoft e diz que aproveitou a situação para manifestar insatisfação com o governo

Um vídeo que ganhou forte repercussão nas redes sociais voltou ao centro do debate político nesta semana. Nas imagens, dois policiais militares da reserva aparecem durante um evento de airsoft no Rio de Janeiro participando da queima de uma peça de tecido com a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Um dos envolvidos é Gilmar Honório Lima, conhecido como Sub Honório, ex-integrante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e atualmente candidato a deputado estadual pelo Democracia Cristã. O outro é Omar Damázio, também policial da reserva e candidato a deputado federal pelo mesmo partido.

Honório explica o episódio

Em entrevista ao programa Pleno Time, Honório afirmou que a gravação foi feita durante uma atividade de airsoft, modalidade que simula situações de combate com réplicas de armas.

Segundo sua versão, os participantes assumiam diferentes personagens durante a brincadeira, e a peça com a imagem do presidente teria sido entregue a ele por integrantes do próprio evento, que pediram que fosse queimada.

Honório disse que decidiu aproveitar aquele momento para expressar publicamente sua insatisfação com o governo Lula.

O episódio, portanto, não ocorreu durante uma operação policial ou atividade oficial do Bope. A Polícia Militar do Rio informou que não identificou policiais da ativa no evento e confirmou que os dois homens identificados são militares da reserva.

Vídeo dividiu opiniões

A gravação rapidamente viralizou e provocou reações completamente diferentes nas redes sociais.

Enquanto apoiadores enxergaram a atitude como uma manifestação política contra o governo, críticos consideraram o gesto excessivo e questionaram principalmente a associação visual com o Bope e com a Polícia Militar.

Uma checagem posterior também chamou atenção justamente para esse contexto: embora os participantes utilizassem roupas camufladas e equipamentos que lembravam armamento, o encontro era de airsoft, e os dois homens envolvidos diretamente no ato estavam na condição de candidatos e policiais da reserva.

“Só tenho medo da mão de Deus”

Questionado sobre possíveis consequências da repercussão, Honório afirmou não estar preocupado e declarou:

“Eu não tenho medo de nada. Só tenho medo da mão de Deus.”

Ele também argumentou que imagens de Jair Bolsonaro já foram utilizadas em manifestações de protesto por adversários políticos e defendeu tratamento semelhante para manifestações contra Lula.

Independentemente das opiniões sobre o gesto, o episódio mostra mais uma vez o elevado grau de polarização da campanha eleitoral de 2026, especialmente quando manifestações políticas deixam os discursos e passam para imagens de forte impacto nas redes sociais.

INFO BOTUCATU — Política

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