Às vésperas da execução, americana pede equipe formada apenas por mulheres
Christa Pike, de 50 anos, tem execução marcada para quarta-feira (30), no Tennessee; defesa justifica solicitação com histórico de violência sexual.
A americana Christa Pike, de 50 anos, condenada à morte pelo assassinato de uma colega em 1995, pediu que a equipe responsável por sua execução seja composta exclusivamente por mulheres. A aplicação da injeção letal está prevista para quarta-feira, 30 de setembro, no estado do Tennessee, nos Estados Unidos.
Segundo seus advogados, o pedido está relacionado ao histórico de abusos sexuais sofridos por Pike. A defesa argumenta que ser imobilizada e manipulada por funcionários homens poderia agravar os traumas associados à violência vivida por ela. Não há confirmação de que a solicitação será integralmente atendida.
Pike tinha 18 anos quando participou do assassinato de Colleen Slemmer, de 19, em janeiro de 1995, em Knoxville. As duas frequentavam o programa de formação profissional Job Corps. A vítima foi atraída para uma área isolada nas proximidades da Universidade do Tennessee e morta após ser agredida e torturada por Pike e seu então namorado, Tadaryl Shipp.
A condenação à morte foi imposta em 1996, por homicídio em primeiro grau e conspiração para cometer homicídio.
A defesa também solicitou que a pena fosse convertida em prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional, citando a infância marcada por abusos e negligência, além de problemas de saúde mental. A mãe de Colleen, May Martinez, defende o cumprimento da sentença.
Nesta segunda-feira (28), o governador do Tennessee, Bill Lee, informou que, após analisar o pedido de clemência e revisar o caso, decidiu manter a sentença e não pretende intervir.
Se a execução ocorrer, Pike será a primeira mulher executada pelo Tennessee em mais de 200 anos. Ela é a única mulher atualmente no corredor da morte do estado.
Fontes: WVLT, WSMV e imprensa internacional.

