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Dez anos depois, Lula apoia 11 políticos que votaram pelo impeachment de Dilma

Antigos adversários da ex-presidente hoje fazem parte das alianças eleitorais do PT; lista inclui Renan Calheiros, Omar Aziz, Hugo Motta e Simone Tebet

Há exatamente dez anos, em 31 de agosto de 2016, Dilma Rousseff deixava definitivamente a Presidência da República após o Senado aprovar seu impeachment.

Uma década depois, o cenário político brasileiro apresenta uma reviravolta: Luiz Inácio Lula da Silva e o PT apoiam nas eleições de 2026 pelo menos 11 políticos que votaram pela saída de Dilma.

Entre eles estão nomes de peso da política nacional, como Renan Calheiros (MDB-AL), Eduardo Braga (MDB-AM), Omar Aziz (PSD-AM), Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) e Eliziane Gama (PT-MA).

De adversários a aliados

Renan Calheiros, por exemplo, votou pela condenação de Dilma na etapa final do processo em 2016. Agora, dez anos depois, participa da campanha eleitoral ao lado de Lula.

Outro caso é o do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Deputado federal na época, Motta votou favoravelmente à abertura do processo de impeachment. Atualmente, declara apoio à reeleição de Lula.

Simone Tebet, atualmente no PSB e candidata ao Senado por São Paulo, também estava entre os senadores que votaram pela condenação de Dilma. Naquele momento, Tebet pertencia ao MDB; anos depois, tornou-se ministra do governo Lula.

No Rio de Janeiro, Pedro Paulo (PSD), que também votou pelo impeachment na Câmara, aproximou-se do campo lulista e participou do primeiro comício de Lula no Estado nesta campanha.

Política redesenha antigas rivalidades

As alianças mostram como o cenário político mudou em uma década.

Parte dos parlamentares que participou diretamente da queda do governo Dilma hoje está em partidos ou palanques aliados ao PT. Em levantamento mais amplo, considerando não apenas os 11 candidatos apoiados nesta eleição, mas integrantes da base construída desde o retorno de Lula ao poder, aparecem pelo menos 25 políticos que votaram ou se manifestaram favoravelmente ao impeachment.

Alguns também mudaram sua avaliação sobre aquele episódio. Renan Calheiros, por exemplo, posteriormente classificou o impeachment como um erro. Outros ex-senadores também fizeram revisões públicas de seus posicionamentos ao longo dos últimos dez anos.

O impeachment de Dilma

Em 31 de agosto de 2016, o Senado aprovou por 61 votos a 20 a condenação de Dilma Rousseff por crime de responsabilidade relacionado às chamadas pedaladas fiscais e decretos orçamentários.

A então presidente perdeu o mandato, mas o Senado decidiu separadamente preservar seus direitos políticos.

Dois anos depois, Dilma tentou retornar à política eleitoral disputando uma vaga no Senado por Minas Gerais, mas terminou em quarto lugar.

Desde 2023, ela preside o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), conhecido como Banco dos Brics, e foi reconduzida ao comando da instituição em 2025.

Dez anos depois, antigos adversários dividem palanques e alianças — uma demonstração de como, na política brasileira, as composições eleitorais podem transformar adversários de ontem em aliados de hoje.

Para a imagem, aqui dá para fazer algo muito bom: Dilma em destaque de um lado, Lula do outro e, entre eles, uma composição discreta com Renan Calheiros, Simone Tebet, Hugo Motta e Omar Aziz, remetendo aos “10 anos depois”. Sem excesso de texto; no máximo “10 ANOS DEPOIS”.

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